Trilogia Entre Leões – Uma Contradição – Livro 1

Descrição

Trilogia Entre Leões – Uma Contradição – Livro 1 – Autora: Michelle Gontijo

INÍCIO DA CAMINHADA

Em um passado não tão distante, quando as profecias do apocalipse começaram a se cumprir e a fé não foi mais encontrada na Terra, uma Nova Ordem Mundial passou a governar as nações, e o seu governo se deu para matar, roubar e destruir a humanidade. Para dominar o mundo usou como pretexto que extraterrestres estavam vindo destruir o planeta e somente a unificação entre todas as nações com um único governo possibilitaria sobreviver. Foi instituída a Nova Ordem Mundial, denominada a esperança de manutenção da vida na terra. O slogan deles era “juntos somos mais fortes”, mas a união ocorreu, e as nações passaram a ser destruídas pelas tais forças extraterrestres, e os lençóis freáticos foram contaminados por radiação, a terra passou a ser contaminada, os animais foram dizimados diante dos venenos soltos na atmosfera. Descobrimos que as manipulações para dominar o coração dos homens não tinham limites, e que a destruição não iria terminar até que o último ser humanos houvesse sido extinto.

Tudo é devidamente controlado pelo governo, a comida é racionada por família, e todas as pessoas têm a sua identidade embaixo da sua pele, por um chip. Tudo que a Ordem fala referente à vida extraterrestre é mentira, foi uma maneira de conseguir controlar a humanidade de forma voluntária. O reino dos homens só poderia ser dominado, se os mesmos entregassem o governo. A Ordem foi criada há séculos, depois que a era Cristã se iniciou, e desde aquele momento passou a planejar como se daria o final dos tempos.

Não se sabe o motivo de tanta ânsia por poder, mas aqueles que dominam dentro da Ordem são imortais, foram presos aqui na terra por toda a eternidade, acredita-se que eles foram banidos de outras dimensões por uma força superior, e o castigo deles foi viverem nas sombras do nosso planeta. Mas o reino era dos homens e não dessa raça malévola, eles viveram conosco ocultos entre as sombras, sempre conspirando, envolto em mitos e boatos e, quando alguém chegava perto para saber o que se passava, era aniquilado. Durante milênios utilizou de mentiras para governar, mas descobriu que o coração dos homens tem uma tendência em se rebelar, como se existissem forças que não poderiam ser controladas, regras impostas por um Rei criador e maior.

Sempre que a Ordem conseguia dominar um país, uma nação, outros povos se insurgiam. Durante muito tempo, planos foram sendo instaurados dentro da humanidade, para que um novo governo pudesse surgir, um governo em que se instalaria em âmbito mundial com um único sistema, com a diminuição da população mundial, a criação de pessoas geneticamente modificadas, o controle do desenvolvimento tecnológico, controle das paixões humanas, do amor e da fé. A Ordem Mundial entendeu que a melhor forma seria incutir o medo para conquistar, e para tanto seria necessário que as pessoas estivessem em guerra contra uma força que não seria humana, a humanidade tem medo daquilo que ela não conhece.

Durante milênios de convivência entre essas forças eternas da Ordem e a humanidade, ela compreendeu que precisava de uma forma de controle em todas as esferas da vida das pessoas, e não poderia ser apenas nos parâmetros políticos. Com isso, desenvolveram a mentira de uma força extraterrestre que se chama Jastum, de um planeta distante. Iniciou-se cartilhas de ensino sobre Jastum nas escolas, incentivavam nos filmes que eles eram mais poderosos que os terráqueos, que não adiantava se rebelar, influenciaram na música, criaram ordens de adoração para aqueles que eram mais poderosos que nós. Religiões passaram a cultuar os Jastunianos, na perspectiva de apaziguar uma possível fúria daqueles que eram “mais poderosos que nós”.

Durante toda uma geração, foi incutido que a força extraterreste estava chegando, que iria dominar a nossa Terra, que não existiria nada e nem ninguém para deter aqueles seres. O propósito era fazer com que a tecnologia não pudesse mais circular, e houvesse o controle do desenvolvimento. Durante anos, o governo desenvolveu antenas gigantescas com tecnologia para causar tremores, desastres, quedas de energia, destruição das plantações, todos os países em que se sabia serem celeiros mundiais de comida eram constantemente atacados por essas tecnologias, para que se plantassem sementes geneticamente modificadas, que matariam as sementes naturais e a terra fosse sendo morta aos poucos. Isso se deu também para demonstrar que os Jastunianos eram mais poderosos e controlavam o clima, gerando mais medo na população mundial. Com a mesma tecnologia a água foi sendo envenenada.

As pessoas não tinham mais liberdade para viajar de um país para outro, a menos que fosse para propósitos específicos de procriação de determinada “raça”, buscavam a mutação genética e a perfeição humana, criando crianças que diziam ser imunes a doenças, ao câncer, que eram fortes, mais bonitas ou devidamente programadas pelos pais, para terem olhos, cabelos ou características que mais lhe agradassem. Muitas pessoas passaram a buscar esses laboratórios para que pudessem ter crianças que fossem imunes aos ataques dos extraterrestres ou apenas mais bonitas, que pudessem ser a próxima geração mais forte. Mas tudo era mentira, essas crianças eram frágeis, já nasciam doentes, e eram estéreis. O objetivo da Ordem estava sendo cumprido. Eles haviam planejado que o medo iria conduzir as pessoas a buscarem somente a tecnologia, e assim o reino dos homens estaria sem proteção. O câncer se alastrou, as pessoas aos 20 anos buscavam as clínicas médicas para saber se haviam desenvolvido algum tumor, já que se alegava que a vida extraterrestre liberava toxinas cancerígenas no ar, e todos estariam expostos.

Uma guerra contra a força alienígena estabeleceu novas fronteiras para o medo. Pessoas buscavam a morte em todo o tempo, elas mesmas pediam para morrer, havia centros de sacrifício humano em cada cidade, as pessoas se voluntariavam para tirar a própria vida. A Ordem sabia que se as próprias pessoas tirassem a sua vida não havia porque matá-las, com isso propagandas dos centros de sacrifício passavam na TV 24 horas ao dia, os centros eram chamados o “início do paraíso”. Também se poderia morrer em casa, criaram-se cápsulas, que eram caixões, adquiridos pela internet com o intento que a pessoa pudesse morrer sem dor com monóxido de carbono. As pessoas morriam dormindo. O medo era a única coisa que pairava no ar.

As pessoas eram incentivadas a buscarem ajuda médica, mas o objetivo era que elas se matassem, os médicos diziam por que não terminar com o seu sofrimento e com a sua dor. Procure uma unidade do “início do paraíso”. Não havia esperança, fé ou amor. A depressão era tratada com medicamentos para manter a pessoa durante algum tempo, até que ela tivesse coragem de tirar a própria vida, os medicamentos causavam o desligamento das proteções da mente humana, causando reações químicas no cérebro para que elas fossem mais dóceis ao suicídio. As pessoas se tornavam torpes, sem vida até que colocavam fim a si mesmas. As novas gerações que eram geneticamente modificadas não tinham uma sobrevida para passar dos 33 anos, todos morriam quando chegavam a essa idade e ninguém dizia o motivo. Tudo era devidamente encoberto, mas as notícias de que novas unidades extraterrestres haviam chegado e que elas haviam ocasionado mais destruição eram veiculadas constantemente na televisão.

A sociedade foi modificada para um sistema de pirâmide, eram chamadas de “pirâmides da cooperação”, todas as pessoas eram controladas por chips em suas mãos ou nas suas testas, as crianças assim que nasciam já tinham uma identidade inserida em sua pele. Possuíam todas as informações pessoais, os números de identificação, os nomes de família, quais laboratórios que fizeram as alterações genéticas, qual era o tipo sanguíneo, tratamentos médicos, as vacinas que foram aplicadas ao longo da vida da pessoa. Os cartões de crédito se davam através de máquinas, que identificavam na sua mão todas as suas informações bancárias. A compra e venda se dava somente através dos chips. Mas eles não serviam apenas para isso. Eram formas de controle social. Todas as pessoas catalogadas viviam em ambientes programados, dependendo de uma colocação por merecimento e esforço; quanto mais trabalhasse e desenvolvesse as suas competências, jamais se rebelasse contra o governo mundial, essa pessoa poderia ascender socialmente, teria acesso a partes mais luxuosas da cidade, os filhos iriam para escolas mais vantajosas.

Cada pessoa tinha pontos que eram atribuídos por esse bom comportamento, e cada cidadão fazia o possível para tentar os maiores pontos sociais. Todas as vezes que passavam em escâneres nos carros, transportes, ou nas empresas, as máquinas de reconhecimento facial diziam qual era a sua pontuação e qual era a sua meta de vida. Se não pagasse por dívidas ou perdesse o emprego, o cidadão deixava a sua colocação, perdendo a sua casa, muitas vezes o seu carro, ou a família era desfeita, o governo enviava a esposa para um lado e os filhos passavam a ser propriedade da Nova Ordem Mundial. A competição era fortemente incentivada. A Ordem tinha ciência que os humanos têm uma tendência de buscarem a autossatisfação das suas paixões, isso tem que ser saciado. Todas as religiões foram abolidas, somente permaneceu a religião de Jastum, os alienígenas, para que o povo adorasse aqueles que estavam dominando o mundo e tentasse apaziguar a sua ira. Ademais, foram permitidos pequenos cultos religiosos nas casas, mas tudo era devidamente controlado pelo governo, que analisava as ondas de frequência cardíacas dos aparelhos de televisão e comandos de voz.

A Ordem descobriu que as pessoas sentiam prazer quando adoravam a um Deus, uma divindade diferente dos Jastunianos, que as frequências cardíacas alteravam e denominavam isso de “frequência da paz”. Quando as pessoas eram identificadas com essa frequência cardíaca em suas casas, eram levadas para “centros de controle” e jamais retornavam de lá. A Ordem alegava que bons cidadãos deveriam ser bem remunerados e prestigiados pelas suas boas escolhas, e mesmo aqueles que perderam um filho nos centros de sacrifício, eles alegavam que se tratava de menos dor e sofrimento, e que os pais seriam bem recompensados.

A morte era um prêmio para todos aqueles que almejavam ter uma vida confortável e luxuosa. As pessoas pensavam constantemente em morrer, porque a vida já não mais fazia sentido. É neste cenário que eu vim ao mundo, logicamente que não está sendo uma vida fácil, confesso que ao longo do caminho as coisas têm sido um tanto incertas, mas hoje completo 33 anos e não morri, então acredito que existem projetos ainda maiores que poderei entregar ao grande Rei, que me chamou para a resistência.

Nasci num pequeno vilarejo em Salém, Massachuttes, USA. Meu, meu nome é Bellator, filha de John e a minha mãe é Sahra, nasci sem modificações genéticas, o que foi um milagre já que minha mãe era estéril e meu pai também, haviam sido esterilizados ainda pequenos pelo governo, por serem considerados uma “raça indesejada”, havia povos que eles alegavam que eram apaixonados demais pela vida, que acreditavam em um Governante maior, que eram impossíveis de conter, eram problemáticos. Eu vim ao mundo sem modificações genéticas, minha mãe passou meses escondida dentro de casa, jogou fora todos os aparelhos de comunicação, ela aprendeu a controlar a respiração e a se acalmar para quando entrasse nos lugares não a vinculassem com alguma atividade estranha.

Eles eram muito inteligentes, hoje analisando os aspectos, eu me pergunto: “será que conseguiria?” Não sei, mas os meus pais conseguiram. Eles estudaram, minha mãe era advogada e o meu pai engenheiro mecânico, eles tinham o chip de identidade e controle nas mãos. Mas meu pai conseguiu criar ondas de frequência para paralisar o equipamento, ele tinha um pequeno laboratório em casa, tecnologia de todos os tamanhos era com ele mesmo. Mas o pior estaria por vir, eles sabiam que quando eu nascesse minha mãe teria que me apresentar à sociedade, e por evidente que tais questões poderiam vir à tona: “como um casal estéril teve uma filha?” Eram perguntas que ninguém gostaria que fossem feitas ou circulassem pela pequena cidade. Minha mãe então começou uma frenética busca de um lugar para que pudéssemos morar, ninguém queria indagar o que aconteceria se o governo me pegasse.

Em um dia de inverno, em uma tempestade de neve, eu tinha 6 meses de vida, meus pais me levaram para as montanhas, por evidente que viajar durante uma tempestade de neve era suicídio, e com um bebê pequeno seria impossível, mas era o único momento em que nós poderíamos sair sem sermos vistos, as pessoas estavam em casa e ficariam ali diante do alerta de tempestade de neve. Meus pais saíram de casa, e a única coisa que tinham era a fé na sobrevivência, iriam caminhar em meio a uma tempestade de neve, por um caminho que não conheciam direito. Minha mãe conta que quando saíram de casa, e começaram a caminhar em meio a tormenta que estava cada vez mais forte, veio uma luz poderosa e se colocou à frente deles, aquela luz os protegeu ao longo do trajeto, era como se fosse uma estrela, muito potente que se apresentou a eles.

A luz os guiou e os protegeu ao longo do trajeto, era como se houvesse uma capa sobre eles. A neve passava e o vento cortante era rebatido, como uma película invisível. Eles andaram durante 7 dias em meio à escuridão da tempestade e do frio. A luz brilhava em meio à escuridão abrindo caminho para que pudéssemos seguir viagem, meu pai tinha as melhores botas de neve, mas ele conta que os pés deles não afundavam conforme passavam pelos vales e subiam a montanha, minha mãe não se cansava e caminharam durante os 7 dias sem descanso até chegarem a uma pequena planície protegida por grandes árvores. Ali os meus pais acamparam e a luz esteve com eles e permaneceu durante três meses, até que o inverno terminasse.

Aquele local era o mais afastado do vilarejo em que estavam e da pequena cidade, um lugar onde puderam sobreviver durante um longo tempo sem serem notados. Meus pais disseram que se aquela luz não tivesse permanecido com eles durante o inverno, não teriam conseguido fazer um abrigo e se manter aquecidos. Foi um dos mais rigorosos invernos que eles tinham visto. Um dia minha mãe estava caminhando em meio a neve, tropeçou em uma pedra e caiu, quando levantou-se foi retirar aquela rocha do caminho, pois seria um local que eles teriam que passar constantemente.

Quando ela puxou a pedra encontrou um pequeno livro que não tinha nome, e que estava pela metade. O livro contava histórias de um povo que havia atravessado um mar, pessoas que caminhavam com um Deus, eles gostaram daquelas histórias, porque refletiam exatamente o que eles estavam passando ali, com isso denominaram o livro de “O Caminho”

 

Informação adicional

Peso 354 g
Dimensões 23 × 16 × 2 cm
Título do livro

Trilogia Entre Leões – Uma Contradição – Livro 1

Subtítulo do livro

UMA CONTRADIÇÃO

Autor

MICHELLE GONTIJO

Série

TRILOGIA ENTRE LEÕES

Idioma

Português

Editora do livro

Editora Seeds

Ano de publicação

2024

Edição do livro

1ª EDIÇÃO

Capa do Livro

Mole

Volume do livro

1

Com índice

Sim

Ano de publicação

2020

Páginas:

240

Material da capa do livro

Papel-cartão

Gênero do livro

Literatura e ficção

Subgêneros do livro

Ficção, Literatura juvenil

Coleção do livro

TRILOGIA ANJOS DE GUERRA

Classificação indicativa

12 anos

ISBN

9786500049176

Volume do livro

1

Com índice

Sim

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